Blog do Gustavo

Espaço e ação
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Starbucks, Google e o escritório do seu dentista são lugares muito diferentes, mas todos tem algo em comum: a partir do momento em que você entra, eles viram cenários de narrativas. Dentro deles, você se sente personagem, e pensa e atua de acordo com o papel dessa personagem. Em cafés como o Starbucks, é normal ver universitários nos seus Macs trabalhando em projetos; parece ser um lugar que inspira foco e criatividade. Todos imaginam que empresas como a Google tenham ambientes onde as pessoas trabalham, se divertem e criam coisas legais. Finalmente, em escritórios de dentistas, geralmente ficamos meio entediados, somos atendidos e acreditamos no que nos dizem, sem questionar muito. Quando entramos em cada um desses lugares e vemos o ambiente deles, nos predispomos a nos comportar de um jeito ou de outro.

Saber que o espaço onde estamos influencia nosso comportamento pode ser meio assustador, porque passa a impressão de que perdemos o controle sobre como agimos. Não é bem assim. Ainda temos controles sobre nossas ações e podemos mudar o espaço de acordo com nossas intenções. Exemplo?

Muita gente costuma estudar no quarto. Estudar pressupõe foco. Entretanto, quartos costumam ter muitas distrações e, por isso, perde-se o foco. A opção mais comum para resolver esse problema é ir estudar na cozinha. Para otimizar, pode-se colar um calendário com as datas de provas e trabalhos na parede e checklists com as atividades da semana. Também é legal colar post-its com mensagens como “O ministério de saúde adverte: se estudar, não entre no WhatsApp''. Deixar o livro daquela matéria que você tem mais dificuldade o tempo todo num canto da mesa é mais uma estratégia pra associar aquele espaço ao seu momento de foco e estudo.

'Tá aí um bom exemplo de mensagem para colar no seu lugar de estudo

No emprego e na escola, cada vez mais se pede trabalho em grupo e criatividade. Um ambiente adequado pode contribuir muito para alcançar essa combinação. Para gerar o espírito de que todos colaboram para a construção do trabalho, mesas devem ser colocadas juntas, todos devem ter papel e lápis para registrar suas ideias e o grupo deve estar sempre sintonizado sobre a mesma discussão (leia-se: sem discussões cruzadas em que duas ou mais pessoas falam coisas diferentes ao mesmo tempo). Quanto mais lugares as pessoas tiverem para escrever, melhor; vale desde cartolinas a lousas; quanto mais espaço para colocar ideias, maior a disposição para gerá-las. Objetos relacionados à discussão e que inspirem os membros do grupo a imaginar propostas “fora da caixa'' também são muito bem-vindos. Com todos esses elementos, constrói-se um cenário em que as pessoas se sentem dispostas a se juntarem para construir coisas novas.

No cotidiano, é extremamente difícil manter o foco em objetivos de longo prazo. São várias as pessoas que tem a “faculdade dos sonhos'', o “emprego dos sonhos'' ou querem colocar aquela ideia genial na prática, mas são pouquíssimos os que de fato tomam ações que os guiem para esses grandes objetivos. Os que conseguem chegar lá transformam sonhos que parecem distantes em práticas diárias, que de pouco em pouco os levam até onde querem. Para manter o foco no dia a dia, também existem atitudes simples que podem fazer muita diferença. Uma delas é escrever post-its que te desafiem do lado da sua cama ou na porta da sua casa. Mensagens do tipo “Já estudou para o vestibular hoje?'' ou “Já se dedicou 1h ao seu curso online?'' vão te manter focados no dia a dia.

Estamos tão acostumados com os espaços que frequentamos que dificilmente paramos para pensar no quanto eles influenciam nossas ações. Quanto tomamos consciência disso, abre-se um mundo de possibilidades para alterar esses espaços e adaptá-los aos nossos objetivos.

E aí, vai deixar tudo igual ou vai mudar?


Reflexões de um aprovado no MIT
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Há 5 anos, eu ouvia pela primeira vez a história de alguém que tinha sido aprovado em uma faculdade americana. Era um cara chamado Marco Antônio, que já tinha ganhado dezenas de olimpíadas científicas e criado um projeto social para ensinar matemática e que acabara de ser aceito pelo MIT, uma das melhores faculdades de tecnologia do mundo.  Fiquei impressionado, porque aquilo tudo era surreal para mim. Com aquele sentimento de “Sou um nada'', decidi que começaria a dar passos em direção a “Ser tudo''.

Passados 5 anos, o esperado Dia do Pi chegou para mim. No dia 14 de março, às 10h26, estava marcado para sair o resultado do MIT. Atrasou 50 longos minutos, mas saiu e descobri que fui aprovado. Comemorei muito, pensando em como a ajuda de muitas pessoas me fez crescer nos últimos anos, e decidi que buscar o que parece surreal deixa a vida mais interessante. Eventualmente, o surreal pode acabar se tornando possível.

Capturar

Depois de alguns minutos de comemoração, percebi, principalmente, que eu não estava nem perto de “Ser tudo''. No meio desses 5 anos, encontrei muita gente incrível, que faz a diferença e que constrói valor para a sociedade. Comecei a entender o potencial que possuo para fazer o mesmo e o quanto aproveito pouco esse potencial. Tenho muita coisa para fazer pela frente e, passar numa boa faculdade, é um passo que vai me ajudar a chegar lá. É uma conquista a ser comemorada, porque me esforcei muito para alcançá-la, mas está longe de ser o ponto final ou o objetivo principal.

Sigamos, porque temos muito o que construir!


Revolução no Capão
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Nos últimos 15 anos, as coisas melhoraram onde moro. Capão Redondo já teve muito mais assassinatos, roubos e drogas. Lógico que ainda não é um paraíso, mas melhorou. Entretanto, ficou a imagem de que aqui é um lugar sem esperanças e sem boas perspectivas de futuro para seus moradores. Acho isso uma grande besteira e, na verdade, crescer no Capão foi muito positivo para mim; justamente porque não encontrei privilégios, aprendi a ter persistência e aproveitar cada oportunidade que encontro. Nascer em periferia diminui as chances de fazer coisas grandes, mas não as excluem.  Vejo que cada vez mais pessoas percebem isso, ficam mais otimistas e passam a eliminar limites para seus sonhos.

Vejo que cada vez mais pessoas percebem isso, ficam mais otimistas e passam a eliminar limites para seus sonhos.

No Capão

Vi muita coisa acontecer na Fábrica de Criatividade, lugar incrível localizado no meio do bairro; é onde desenvolvemos nosso projeto social, o DSJ (Descobrindo o Sonho Jovem). Ali, vi moleque que ia mal em matemática começar a usar o Khan Academy até altas horas da madrugada e tirar 10 nas provas da escola. Vi também uma garota que tem o sonho de estudar fora caminhar cada vez mais em direção a ele.  E também estive com um cara que descobriu a importância para ele de fazer a diferença na vida dos outros, valor que antes desconsiderava. Além disso, na Fábrica, conheci outros projetos, como a TV DOC CAPÃO, criada em 2012 por uma galera com média de 15 anos que, desde lá, tem conseguido entrar em contato com muitos políticos e cobrar melhorias para as quebradas; com o tempo, a TV DOC passou também a oferecer cursos de mídia para os jovens. Essas histórias de quem está mudando suas vidas e tudo o que está ao redor são prova de uma transformação no Capão.

Fábrica de Criatividade, um dos lugares mais incríveis que conheço localizado no meio do Capão

Para além

Esse movimento de melhoria tem se espalhado. O livro Jovens Falcões do Eduardo Lyra, por exemplo, conta 14 histórias de jovens comuns que alcançaram o inimaginável por meio do esforço. Esse livro tem inspirado pessoas de todo o Brasil a perceber que nada as impede de fazer o mesmo. Recentemente, também contribuí para esse processo se espalhar. Depois que passei em Stanford, recebi muitas mensagens de jovens falando de sonhos que renasceram ao conhecerem minha história. Gente que cresceu em contextos cheio de adversidades começou a se preparar intensamente para vestibular, traçar estratégias de estudo e fazer muito mais que o caminho comum de comida-escola-cama. Essa galera toda começou a querer ser a diferença.

Quem imaginaria que pessoas que sempre ouviram “você não pode'' começariam a se questionar sobre isso? Que começariam a acreditar e fazer? Isso tem um impacto profundo sobre mim e me lembra de que não posso parar, que estou no começo da minha história e que não posso esquecer dos meus sonhos em momento algum. Se todos continuarem com essa energia que estou vendo, mudanças muito positivas virão por aí, quase como uma revolução.

Vai fazer parte? #Bora!


Tenho metas para 2015, mas e aí?
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Não é de hoje que falo que sou desorganizado, mas sei que preciso me esforçar para ter o mínimo de organização e alcançar algumas coisas na vida. Realmente não me dou bem com listas, agendas e coisas desse tipo. E não me incomodo muito com bagunça. Mas se tem uma coisa que me incomoda é a falta de organização de sonhos e objetivos.

Para quem não se dá bem com organização, pode ser que fazer algo desse tipo deixe a “lista'' de objetivos para 2015 menos chata.

Aparecem agora as “Metas para 2015″. Não tenho nada contra elas. O problema é que geralmente não levamos metas a sério e deixamos de tomar atitudes para alcançá-las. Abandonamos nossos objetivos em conversas e pensamentos que não dão em nada. Foi assim por muito tempo com minha vontade de criar um projeto social, de me preparar para provas americanas e de aprender programação (esse último ainda em progresso). Demorei para entender que precisava traçar estratégias e, claro, colocar a mão na massa. Uma vez que comecei a fazer isso, tudo passou a fluir e acontecer.

Essa é, aliás, uma grande diferença entre pessoas que se destacam e pessoas que ficam no comum: fazer. Tenho conhecido muitas histórias incríveis de protagonistas que construíram coisas grandes, mas que não são gênios nem seres sobrenaturais. A grande diferença deles é que determinaram seus sonhos e se dedicaram para alcançá-los, aprender com erros e continuar tentando. No meio de erros, acertos e muitas responsabilidades, essas pessoas acabam aprendendo muito e, por isso, começam a acertar cada vez mais e fazem o que consideramos incrível.  Entretanto, organizar seus objetivos e o caminho para chegar neles foi essencial no processo.

Recomendo simplesmente tentar começar algo novo. Pode ser fazer esportes, assistir a um curso online, ver mais filmes ou qualquer outra atividade que te ajude a atingir seus metas. O ponto aqui é entender que nada vai acontecer enquanto não tomarmos atitude.

Recomendo:

– ter um bloco para organizar seus objetivos e suas estratégias para alcançá-los;

– consultar esse bloco com frequência para checar seu progresso ao longo do tempo;

– se cercar de pessoas que estão fazendo coisas legais, porque isso faz perceber o quanto ainda temos para fazer.

Desejo a todos um ano novo com muita proatividade para que todos os sonhos se tornem realizações!

(Nos próximos posts, devo falar um pouco mais sobre técnicas para colocar as coisas em prática e fazer acontecer! :D)


Aprovado em Stanford! Mas e os bastidores?
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Os resultados saíram sexta-feira à noite: fui admitido em Stanford University.

carta

Não teve genialidade alguma aí nessa conquista. Teve muito suor e todo um time e uma torcida trabalhando para alcançar esse objetivo. Quem acompanhou os textos passados sabe disso, mas segue aí um resumão do que foi essa jornada de application para as faculdades americanas.

Alguns pilares avaliados na seleção de candidatos para os colleges:

Redações para entender o perfil e as histórias do candidato, nível de inglês, testes padronizados, cartas de recomendação e notas na escola

1. Começo do processo: entre dezembro de 2013 e fevereiro de 2014, procurei por instituições que apoiavam estudantes que sonhavam em estudar fora. Participei do processo de seleção do Oportunidades Acadêmicas (programa do EducationUSA, instituição do Departamento de Estado Americano) e do Prep Scholars (da Fundação Estudar). Eu precisava desse apoio para arcar com os custos e conseguir orientação envolvido durante o application.

2. Preparação para exames padronizados: há três provas principais que candidatos a estudar fora geralmente devem fazer. Uma delas é o TOEFL, feito por alunos internacionais para certificar seu nível de inglês. As outras duas são o SAT e o ACT, dentre as quais geralmente se opta por fazer uma delas para mostrar para a faculdade seu conhecimento acadêmico (alunos americanos também fazem essa prova). Foram pilhas folhas e várias horas sem dormir para ir bem nessas provas

3. Cartas de recomendação: essa foi a hora de procurar aqueles que me conheciam melhor. Geralmente as faculdades pedem 2 cartas de recomendação de professores e uma de coordenador, e permitem que se envie uma carta de um amigo. Precisava de pessoas que mostrassem quem eu sou por uma perspectiva única. Mandei a de três professores e do meu sócio. Como deu certo, acredito que eles escreveram cartas incríveis!

4. Escrever redações: é uma das principais partes do processo; a única em que o candidato realmente pode expressar sua voz e contar um pouco de sua história. Para Stanford, escrevi redações com o tema: “conte sobre sua história e diga-nos de onde veio'', “o que importa para você e por quê?'', “descreva uma experiência que foi importante para seu desenvolvimento intelectual'' e “imagine que você tem que escrever uma carta para seu futuro companheiro de quarto; conte nela tudo que achar essencial sobre você''. Como há pessoas incríveis do mundo todo aplicando para as faculdades americanas, é necessário ser único nessas chamadas essays. Elas foram difíceis, exigiram uma reflexão longa e precisei da ajuda de mentores para ter certeza de que elas estavam bem escritas. Aí foram mais algumas horas de madruga para as escrever, mas valeu a pena.

5. Uma infinidade de documentos e formulários: são vários formulários que as faculdades exigem informações do tipo “quais as premiações acadêmicas que você já recebeu?'', “quais as atividades extracurriculares de que já participou'' e seu contexto escolar. Além disso, existe a burocracia da tradução de cartas de recomendação, boletins e impostos de renda. O EducationUSA me deu uma ajuda importantíssima com isso tudo e permitiu que eu dedicasse a maior parte da minha atenção aos outros itens da lista.

Acho que essas informações dão uma ideia de que o processo de aplicação para as faculdades exigem muita dedicação. E, claro, a ajuda de muita gente. Um dos meus receios de não passar era decepcionar as muitas pessoas que me ajudaram e torceram por mim nesse processo. Enfim, todo o esforço valeu! Deu certo!

Para quem, assim como eu, sonha em estudar fora e precisa de apoio financeiro e de orientação para isso, as inscrições para o Oportunidades Acadêmicas abriram. O apoio deles foi essencial para que eu conseguisse, por isso, recomendo fortemente aplicar! Para os que tem renda, o EducationUSA presta o mesmo serviço do Oportunidades Acadêmicas com a diferença de ser pago.

Agora, fico esperando o resultado das outras 10 universidades para as quais estou aplicando, que saem em março. Só aí tomarei a decisão sobre onde estarei nos próximos 4 anos. Vamos ver!

Qualquer dúvida, podem mandar aí nos comentários!

#Stay_Strong


Sonho, mas me dedico?
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Sete livros (uns mais grossos, outros menos),  pilhas de folhas de simulados de provas e cadernos inteiros preenchidos com rascunhos de redação. Esse foi o saldo dos dois meses em que mais me dediquei até hoje. Enquanto organizava essa bagunça, percebi o esforço que direcionei ao meu sonho de estudar fora e experimentei uma sensação boa de conquista.

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Várias vezes me encontrei pensando “Nossa, gostaria muito de X“. Em mais de uma delas não elaborei estratégia alguma para alcançar a tal coisa X.  Sempre tive sonhos, mas nem sempre tive a disciplina necessária para alcançá-los. Não foi o que ocorreu com o sonho de estudar fora. Era começo de setembro quando percebi que eu teria que me dedicar muito para passar em boas faculdades americanas. Tinha pouco mais de um mês para me preparar para o SAT, escrever redações memoráveis sobre mim e manter boas notas nas provas da escola. Num fim de domingo, escrevi meu objetivo em post-its e colei do lad0 da cama.

Foram vários os dias em que dormi às 3h da manhã e acordei às 5h, fosse em cima da pilha de livros, fosse em sessões de Skype com mentores cujo fuso horário me privava do sono. Claro que meus pais falavam que aquilo ia me fazer mal, meus amigos me diziam que eu era louco e meus professores chamavam minha atenção quando eu dormia em algumas aulas, mas eu tinha um objetivo claro e sabia que estava no caminho certo.

Por enquanto, tudo tem dado certo. Fui bem em provas e fiquei feliz com as redações que escrevi. Entretanto, meu primeiro resultado de verdade ainda está por vir: Stanford divulga quem foi aprovado dia 15. Estou bem inseguro sobre se vou passar ou não, mas sei que tenho feito o máximo para alcançar o objetivo. Se tudo der errado, lógico que vou ficar triste, mas vou poder dizer que não foi por falta de dedicação. As pilhas de livros e as horas não dormidas falam pelo esforço.

Além disso, vou manter a certeza de que cresci muito com o processo. Ganhei disciplina, desenvolvi mais autoconhecimento e, principalmente, conheci pessoas incríveis que mudam suas vidas e suas comunidades. Falarei mais sobre isso no próximo post.

A mensagem que queria deixar aqui é a da importância de se dedicar para os seus objetivos. Não adianta só querer algo, tem que fazer por merecer. Assim como frequentemente se diz que a felicidade não está no fim, mas sim no caminho, sonhos também podem ser vistos assim. A realização pode vir da dedicação para alcançá-los, não necessariamente do momento em que os alcançamos.

Sempre tive sonhos, mas nem sempre tive a disciplina necessária para alcançá-los.

Espero que 2015 venha não só com sonhos, mas também com muita estratégia, disciplina e dedicação para todos!


Foco em 4 passos
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Cena típica de final de semana: você com algo muito importante para fazer, algo que já prorroga há dias e sabe que precisa fazer. Começa, mas não consegue se concentrar. A televisão dá risadas; os vídeos no facebook atraem; as notificações no WhatsApp não param. Como manter o foco no que você está fazendo?

Estive com um pessoal trabalhando sobre essa pergunta e, em meio a discussões, post-its e muitas ideias, chegamos a um passo-a-passo do foco. É bem simples e, pelo que avaliamos, muito funcional! Seguem aí os 4 passos para o foco.

1. Tenha um tempo para o não-foco

Tirar alguns minutos para suprir toda sua necessidade por distrações e coisas não tão produtivas é essencial! Permita-se algum tempo (10 min ou 1h, depende da sua necessidade) para assistir a vídeos no Youtube, conversar com amigos e descansar numa rede. Isso ajuda a descarregar a mente das distrações que inviabilizam a concentração.

2. Determine seu objetivo

Seja “lavar as roupas'', “estudar o relevo  brasileiro'' ou “escrever a redação para a aula de amanhã'', tenha um “onde quero chegar''. Sem uma meta, há grandes chances de você se perder em meio às várias coisas que quer fazer. Um objetivo claro evita que se distraia com outros objetivos. Se possível, determine também um prazo, do tipo “vou terminar isso em 2h'' ou “até o final da tarde'', pois isso afasta aquele pensamento de “tenho bastante tempo, então posso enrolar''.

3. Faça uma lista com as razões que te motivam para alcançar o objetivo

Motivação é um passo essencial na preparação para o foco. A falta dela torna os afazeres chatos e culmina em distração. Por isso, é essencial ter uma lista com as razões que te motivam a fazer algo. No caso dos estudos, poderia ser algo como:

“Objetivo: estudar relevo brasileiro

Por quê?

  • Aprender geografia física de uma vez por todas
  •  Ir bem na FUVEST, pq isso cai em uns 40% das questões de geografia e eu sempre erro tudo
  •  Sentir-me satisfeito por conseguir aprender algo que nunca entendi
  •  Ser orgulho pros meus pais
  •  Ser orgulho pra mim mesmo
  •  Pode fazer a diferença entre passar na universidade ou não
  •  E entender melhor a estrutura do meu país (que, de vdd, eu não até hoje não entendo .-.)''

Isso é só um exemplo! A lista deve ser algo bem pessoal e verdadeiro, que dê uma razão de existência para seu foco. Mantenha-a a seu lado enquanto faz suas atividades.

4. Comece a fazer!

Agora é só partir para a prática! Se sentir que está perdendo o foco, vale a pena levantar, tomar uma água, fazer um alongamento e olhar de novo para lista de razões.

Mantenha o foco!

Todas as pessoas que usaram esses passos falaram que deu certo! Espero que te ajude!

Esses passos foram desenvolvidos pela galera do Descobrindo o Sonho Jovem (DSJ), na etapa em que discutimos resoluções de problemas enfrentados pelo grupo e pela sociedade.

Se também estiver com dificuldades de se concentrar no computador, leia sobre o Tabless Thursday clicando aqui (:


Como estudar fora?
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Um mês sem escrever! Bem feio, né? Mas tem explicação (não justificativa, mas explicação!)

O que aconteceu foi que começou a maratona de applications para os colleges,  as  universidades norte-americanas. Como o processo é bem diferente dos vestibulares brasileiros, acho que vale a pena esclarecer algumas dúvidas básicas.

1) O que tenho que fazer para passar em uma universidade estadunidense?

Ser uma pessoa interessante! Em suma, é isso. Os colleges olham seus candidatos como pessoas; é a chamada “seleção holística''. Além de provas padronizadas, as faculdades querem saber sobre as atividades extracurriculares de que você participou, prêmios que recebeu e notas que tirou na escola; pedem cartas de recomendação de seus professores e coordenadores; e exigem algumas redações para lhe conhecerem melhor, então se prepare para responder perguntas como “O que importa para você e por que?'', “Conte-nos uma história que seja essencial para sua identidade'' e “qual sua palavra favorita e por que?''. Nenhum desses elementos (provas, cartas, redações) define sua entrada ou rejeição na faculdade. O todo é o que dá a resposta final. Não precisa ser gênio ou superdotado. As faculdades procuram apenas por pessoas que vão levar algo positivo para o college.

2) Como aplico?

A maioria das universidades aceita aplicações feitas pelo Common Application, uma organização que reúne todos os seus dados e permite que você escolha as universidades para as quais quer aplicar. Entretanto, algumas universidades exigem um application próprio, facilmente encontrado em seus sites.

3) Até quando posso fazer isso?

Cada universidade geralmente tem dois tipos de application: Regular Action e Early Action ou Regular Action e Early Decision.

Regular Action (RA): geralmente tem o deadline até 1 de janeiro e é o período no qual a maioria dos candidatos aplicam;

Early Decision (ED): deadline geralmente é 1 de novembro. Quem aplica ED assina um contrato de compromisso dizendo que, se passar na universidade, se inscreverá nela independentemente da resposta que receber de outras. Só quem tem MUITA certeza de que quer ir para determinada universidade aplica ED.

Early Action (EA): deadline também é 1 de novembro, mas esse tipo de application não exige o compromisso de ir para a universidade X se passar nela. A única diferença entre EA o RA é o prazo mesmo. (Aliás, eis o porquê de eu não ter escrito no blog no último mês: estive trabalhando intensamente no EA para Stanford; depois de várias noites com 2 ou 3h de sono, tudo deu certo; esperemos a resposta!)

4) Como consigo mais informações e ajuda?

Um post de blog é muito pouco para esclarecer todas as dúvidas, então deixo aqui indicadas duas referências de confiança para entender melhor sobre estudos nos EUA:

– o EducationUSA,uma organização estadunidense cujo objetivo é levar informações sobre os estudos nos EUA para o mundo todo;

– e o Estudar Fora, página criada justamente para reunir informações sobre estudos nos EUA e em outros lugares do mundo (acabou de sair um artigo bem completo aqui: http://www.estudarfora.org.br/guia-de-preparacao-para-a-graduacao-no-exterior/).

Para saber mais sobre os motivos para se graduar nos EUA, veja outro post do blog aqui.

Se tiver dúvidas, deixa aí nos comentários que eu respondo!

Espero que tenha esclarecido algumas coisas!


Networking para todos – 6 dicas para aproveitar sua rede de contatos
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Networking é um jeito mais legal de dizer rede de contatos. Quando ouvimos esse termo, geralmente o associamos ao mundo adulto das profissões. Entretanto, nos últimos meses, eu, moleque de 16 anos, acabei conhecendo muita gente que me deu muitas oportunidades. Percebendo que networking pode trazer chances de estágios, empregos, bolsas de estudo, bolsas para pesquisa e muitas outras oportunidades, queria contar 6 histórias que deixaram lições valiosas sobre networking.

1. Amigos fazem parte da sua rede! Para começar a segunda edição do nosso projeto social (DSJ), meu amigo e eu precisávamos de alguns materiais e de dinheiro. Não era muita coisa, mas, dadas nossas condições financeiras, não podíamos bancar os gastos. Daí tivemos a ideia de recorrer aos nossos amigos. Pelo Facebook, pedimos ajuda a nossos colegas da escola. Em 3 dias, carregávamos sacolas cheias de material e contabilizávamos quase o triplo do dinheiro de que precisávamos. Conte com a ajuda dos seus amigos!

2. Conheça pessoas diferentes! Num dia frio de domingo, aquele mesmo amigo e eu fomos a um evento cultural na Barra Funda, que fica muito longe de onde moramos. Claro que pais e amigos nos questionaram: “Pra que é vocês vão lá?''.  Fomos mesmo assim. No evento, conhecemos muita gente interessante! Adicionamos algumas no facebook. Dias passaram até que alguns posts nossos chamaram a atenção de uma universitária que encontramos naquele evento. Ela  nos colocou em contato com um empreendedor social chamado Gustavo Fuga, que acabou nos ajudando muito com o DSJ, dando conselhos e até conseguindo espaço para o realizarmos. Moral da história? Vá a eventos e lugares diferentes, conheça pessoas e mantenha contato com elas!

3. Tenha destaque! Em um evento, depois de eu dar uma depoimento sobre como fui pra Yale, uma educadora chamada Jamile Coelho se apresentou e me ofereceu atividades para desenvolver autoconhecimento. Claro que aceitei e mantivemos contato. Ela também acabou sendo umas das maiores contribuidoras do DSJ, nos ajudando com toda sua experiência. De alguma forma, em todo lugar que você for, é importante deixar uma marca. Entretanto, nunca o faça com arrogância, para não passar a imagem do “metido que gosta de chamar atenção''.  Pergunte, questione, converse, fale de suas experiências e sonhos. Isso deve ser o suficiente para mostrar que você é único.

4. Fale de seus sonhos e vontades! Após eu escrever em alguns blogs, um amigo que trabalha na área de comunicação do Ismart (o instituto que me dá bolsa de estudos no colégio onde estudo) falou bem dos meus textos. Respondi que sempre gostei muito de escrever e buscava oportunidades de escrever cada vez mais. Passados alguns meses, ele falou que tinha uma amiga trabalhando na UOL e que surgiu a possibilidade de eu escrever para um blog do portal. Conclusão: cá estou. Por isso, sempre comente sobre seus objetivos e sonhos para as pessoas que conhece; elas podem te ajudar muito!

5. Pegar cartão de visitas não é sinônimo de networking! Tenho uma pilha de cartões de pessoas incríveis com as quais nunca falei depois de conhecer. Isso é, em grande parte, frustrante, porque sei que poderíamos nos ajudar muito de várias formas. Por isso, depois de pegar cartões, é sempre essencial manter contato. Seja por e-mail ou adicionando a pessoa no facebook, dê um jeito de se manter conectado com ela!

6.  Não tenha vergonha de pedir ajuda! Sempre fui tímido, mas nunca me arrependi dos momentos em que fui minimamente cara-de-pau para pedir um favor. Um dos mais marcantes foi quando queria muito ir à Virada Empreendedora, mas não podia pagar o ingresso. Enviei e-mail para todos os organizadores explicando minha situação e meus sonhos e pedindo ingressos para mim e meu sócio. No final, deu certo! Peça ajuda! Muita gente por aí está disposta a ajudar.

Não restam dúvidas de que networking não se restringe a adultos e ao mundo das profissões. Ele é para todos. Sua rede de contatos pode te ajudar em todo momento da sua vida e de várias formas. Seguindo as 6 dicas acima, há grandes chances de muitas oportunidades aparecerem!

Curtiu?

Se tiver mais alguma dica para compartilhar, por favor, comenta aí! 😀

#Keep_Networking

 


Como fazer tudo que você sempre quis
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Você já teve muita vontade de fazer algo e prometeu que o faria quando tivesse tempo? Eu já. Várias vezes. Desde fazer um esporte até estudar um pouco em casa todos os dias, temos vários objetivos que costumamos prorrogar; geralmente, acreditamos que não temos tempo para nos dedicar a eles.

Hora de tirar seus planos do papel!

A solução? Desafie-se a alcançar esses objetivos logo!

Assisti a uma palestra que falava sobre o 30 days challenge (Desafio dos 30 dias). Por 1 mês, você se desafia a fazer algo que sempre quis fazer. Não pense muito, apenas comece a fazer! Vale qualquer desafio! Ir de bicicleta para a escola, não tomar refrigerante, estudar 2h por dia após chegar em casa, enfim, qualquer coisa! Quanto mais fácil o desafio, melhor, pois ele se torna um hábito sustentável. O período de 30 dias contribui ainda mais para essa sustentabilidade, uma vez que este é o tempo médio que levamos para incorporar uma prática à nossa rotina.

Por que não se desafiar?

Eu comecei a fazer alguns! Os principais estão relacionados ao SAT (o “ENEM norte-americano''). Eles são:

1) Aprender 3 palavras por dia. Para isso, baixei para o meu celular um livro com o vocabulário necessário para o exame. Enquanto estou no ônibus indo para a escola de manhã, aproveito para aprender as tais palavras. Ao longo do dia, durante o lanche ou almoço, abro o arquivo de novo para checar se lembro o que aprendi. Tem dado muito certo!

2) Estudar, no mínimo, 1h por dia para o exame. Desse tempo, 25 min são dedicados a elaborar uma redação no modelo do SAT. O tempo é curto porque é o que temos durante a prova. Uso o resto para me dedicar a outras partes do teste, especialmente à interpretação de texto (Critical Reading). Para me lembrar desse desafio, coloquei um post-it no meu armário escrito “Já estudou para o SAT hoje?''. Poder responder que “sim'' é uma das melhores sensações do dia.

Apesar de esses desafios talvez exigirem que você fique com um pouco de sono, pelo menos você vai se sentir realizado!

Para assistir ao vídeo da palestra sobre o 30 days challenge, basta clicar aqui. Como sempre, as palestras do TED trazem ideias muito interessantes. Espero que aproveite!

E aí, pronto para o primeiro desafio?

Obs: peço desculpas pelo tempo que fiquei sem escrever! Não foi por falta de vontade, mas por falta de tempo, dada minha vida de vestibulando! Pensando bem, escrever para o blog 3 vezes por semana daria um bom desafio…