Blog do Gustavo

Arquivo : maio 2014

5 hábitos para a felicidade e o sucesso (nessa ordem)
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gustavotorres

Peço desculpas pelo título meio sensacionalista. Entretanto, ele não foi escrito para causar impressão. Ouvi falar desses tais 5 hábitos ontem e realmente fiquei convencido de que eles funcionam!

Já assistiu às palestras do TED? Não costumo assistir sempre, mas deveria! Todas as vezes que vi alguma, senti que adquiri informação enriquecedora.

Gostaria de repassar o que aprendi na última que assisti! O palestrante era Shawn Achor, que estuda a “psicologia positiva”. A ideia que ele tentava passar era mais ou menos essa…

Nossa tendência é a de seguir a seguinte ordem: primeiro vem o sucesso; depois, a felicidade. Entretanto, essa sequência está errada! Pense nos objetivos do seu dia a dia. “Vou entrar na faculdade, daí serei feliz”, “Vou terminar a faculdade, daí serei feliz”, “Vou conseguir um bom emprego, daí serei feliz”… e os exemplos seguem. Nessa linha de raciocínio, adiamos nossa felicidade, porque nossos objetivos sempre mudam. Estudos provam que a ordem deve ser invertida. Quando temos um “nível de positividade” (felicidade) mais alto, nossa capacidade mental aumenta; nos tornamos mais produtivos, inteligentes, criativos… enfim, nossas chances de alcançar o sucesso aumentam. A felicidade, portanto, vem antes do sucesso.

“A vantagem da felicidade” de que Achor fala tem a ver com o potencial que adquirimos quando temos um “nível de positividade” mais alto.

Achor deixa, como dica, 5 hábitos diários bem simples que aumentam nosso nível de positividade:

1. Pensar em 3 coisas pelas quais você é grato: com isso, seu cérebro passa a analisar o mundo por uma perspectiva otimista;

2. Fazer um diário com uma experiência positiva que você teve nas últimas 24h: essa prática permite que você reviva as experiências positivas;

3. Fazer exercícios físicos: eles te ajudam a lembrar a importância do seu comportamento; acredito, também, que essa prática “descarrega” as tensões do cérebro e do corpo;

4. Meditar: esse hábito permite que você consiga focar em uma atividade por vez, sem se atrapalhar no “multi-tasking” cultuado ultimamente.

5. Pequenos atos de gentileza: eles fazem as suas atitudes e as pessoas ao seu redor adquirirem maior positividade.Pode ser mandar um elogio por inbox para algum amigo no facebook.

Todas são práticas que permitem aumentar nosso sucesso tornando a felicidade algo mais simples e diário (sem nos esquecermos dos constantes altos e baixos, dos quais falei no último post).

Para ver a palestra na íntegra, é só clicar aqui. Achor consegue manter o público atento o tempo todo, por meio do humor inteligente e da  consistência de sua ideia. Queria apenas repassar essa mensagem, que achei incrível!

Shawn Achor é também CEO da GoodThink, que tem, como objetivo, tornar as pessoas mais felizes por meio da união entre pesquisa acadêmica e mundo real.


Perde e ganha
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gustavotorres

Como uma daquelas cenas que se passam como um flash e se fixam na memória como um borrão, dois motoqueiros passaram na Av. Giovanni Gronchi; um seguia o outro e mandava-o parar a moto; tirava algo do bolso, algo que inspirava perigo, uma arma…

Os olhares dos que estavam no ponto de ônibus acompanharam as motos, que seguiram pela avenida em alta velocidade e desaparecerem de vista. Passaram-se 15 segundos. Ouviram-se dois tiros. Depois, só palpites, entreolhares, silêncio…. Por algum tempo, meu amigo e eu não soubemos direito o que dizer. Nossas conversas foram envolvidas por alguma retração que não consigo explicar.

Um borrão.

Esse foi mais um de uma série de incômodos que sinto nas últimas semanas. Todos parecem unir duas coisas: um vazio e uma falta de entendimento sobre o que pode preencher esse vazio. Nada de propriamente ruim aconteceu comigo, mas não me sinto satisfeito com o que tenho feito. Diante de uma realidade com tantos problemas, minha rotina parece não fazer sentido algum. A monotonia da escola, as provas, os livros, os cursos, as conversas, os esportes, as brincadeiras… apesar de tudo isso oferecer conhecimento, desafios e experiências enriquecedoras, na rua, motoqueiros continuam dando tiros, crianças com menos de 10 anos continuam usando crack do lado do cemitério São Luís…

Se estudar e fazer as coisas certas não são soluções, o que pode ser? Como preencher esses vazios?

Borrões. Eles têm me desorientado, me deixado em dúvida.  

Esse post terminaria por aqui, com um tom meio nebuloso, pela falta de solução para o problema. Mas não estou disposto a terminar um texto assim. Sou um otimista! Então…

Mesmo numa fase de conflitos internos, tenho consciência de que sempre teremos altos e baixos; em alguns momentos da vida, tudo faz sentido, tudo se encaixa; em outros, há muitas dúvidas. Mas, sobre isso, já dizia Marcelo D2:

“A vida é um eterno perde e ganha;

num dia a gente perde, no outro a gente apanha, apanha;

E nem por isso a gente vai fugir da luta”

Já que é assim, lutemos!


Capão-way-of-life
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gustavotorres

Andei pensando que escrever sobre música seria interessante, mas tive receio. Depois de meu professor de português recomendar que eu fizesse isso, decidi arriscar. De fato, temos muito para falar sobre o assunto! Além de manifestação cultural, música também é manifestação política.

Para começar a discutir o tema, achei que seria interessante abordar o rap. Esse estilo se tornou identidade de muitos dos que vêm de periferia, e também conseguiu adesão daqueles de classes mais altas que procuram por um gênero diferente. Como sou do Capão Redondo e faço fervorosa propaganda do “Capão-way-of-life”, me identifico com vários dos grupos e suas letras.

Algumas semanas atrás, conheci as músicas do PrimeiraMente. Elas retratam a realidade de milhares, de milhões de pessoas que acordam dispostas a superar desafios diários para mudar suas realidades. Um refrão pode envolver a vida de muitas pessoas, como “Desde sempre sonhador, não me canso de sonhar, seja no amor ou na dor pra viver basta acordar, vida bate na porta e eu convido ela pra entrar, firme e com pé no chão, nem furacão vai me levar” . Acordo às 5h da manhã, enfrento trânsito intenso em ônibus lotados onde tento ler, tenho constantes derrotas, passo por lugares perigosos enquanto volto para casa às 21h e, quando chego, vou estudar e trabalhar em ideias que julgo serem importantes; no meio disso, também encontro muitas felicidades e gente que me apoia. O tempo todo, sei que não sou o único a viver nessa correria. Há muitas outras pessoas que “convidam a vida pra entrar” e enfrentam os desafios que ela traz com o objetivo de realizar um sonho. O sonho se estende desde garantir a dignidade das suas famílias até ter uma “mansão à beira mar, na praia do Guarujá” (como propõe um funk ostentação).

Uma das músicas do PrimeiraMente, aqui citada, é Desde Sempre.

Mais de uma vez, escutar raps que falam sobre esses desafios diários me motivaram a superar derrotas.

Há uns dois meses, após ir mal numa entrevista para a qual me preparei por mais de um ano, fiquei bem nervoso. A situação era tão tensa que me peguei xingando sozinho na rua. Quando entrei no ônibus (agora xingando mentalmente), comecei a escutar Racionais Mc’s no celular e um simples verso mudou minha disposição e alimentou uma vontade enorme de corrigir os erros para acertar nas próximas oportunidades. O verso? “Tudo, tudo, tudo vai, tudo é fase, irmão”.

São milhares, milhões…

O maior objetivo desse post era fazer uma homenagem aos que representam todo um grupo social através da arte, de um processo de criatividade que inspira e cria uma consciência coletiva muito importante para quem não se via representado em música alguma. Além de retratar uma cultura, eles dão voz a opiniões e posicionamentos desse grupo. Isso é manifestação política. Receio que a homenagem aqui feita talvez não tenha a qualidade que merece, mas preferi registrá-la a deixar de fazê-la. Enfim, em breve, escreverei outros textos que apresentarão mais maturidade e farão justiça a arte do rap.

Até o próximo post!


Virada Empreendedora
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gustavotorres

Nos dias 26 e 27 de abril, participei da Virada Empreendedora com meu amigo e sócio João Araújo. Posso dizer, com certeza, que tive um dos finais de semanas mais loucos e inspiradores da minha vida. O evento oferecia palestras e atividades para empreendedores, além de reunir gente proativa e disposta a fazer coisas grandes. O que moleques de 16 anos estavam fazendo ali? De onde veio disposição para passar incansáveis 22h ouvindo sobre empreendedorismo? Vejamos o que aconteceu lá!

(Acho interessante abrir um parêntese para explicar o que é empreendedorismo. Trata-se de um conceito difícil de definir, mas o empreendedor pode ser entendido como aquele que desenvolve ideias e projetos e os faz crescer. Não precisa ser o dono de um negócio! O coordenador de um setor de empresa, por exemplo, passa a empreender quando dá espaço a estratégias e propostas inovadoras para gerar melhoria.)

O evento aconteceu na Fundação Getúlio Vargas (FGV) durante o dia. Na madrugada, nossos abrigos foram a FIESP e a Escola São Paulo.

As 22h que passamos na Virada se distribuíram assim:

14h – 22h: Assistimos a palestras sobre vários temas, entre eles: branding (a arte de criar uma marca para o seu produto/negócio), administração de tempo e de recursos, plano de negócios e projetos inovadores de sucesso. Conhecemos uma série de ferramentas e termos que nos ajudarão muito a desenvolver o nosso projeto, o DSJ. Além de tudo, conhecemos pessoas incríveis; pessoas que nos inspiraram e que podem contribuir para nossas ideias.

22h30 – 0h30:  a GV fechou. Fomos à FIESP para descobrir o que era o Hackathon, que aconteceria durante a madrugada. Encontramos, distribuídos em dezenas de mesas, grupos que discutiam o desenvolvimento de projetos para solução de problemas sociais. Desorientados, fomos buscar ajuda de um dos responsáveis e ele nos explicou que os grupos haviam se inscrito previamente para participarem da competição de criação de softwares lá, então não poderíamos participar. Mas ele gostou da nossa disposição para aprender, quis saber sobre o DSJ e nos apresentou para pessoas sensacionais.  Começamos, ali, parcerias que vão gerar resultados muito bons.

1h – 7h: andávamos pela Av. Paulista e procurávamos pela Escola São Paulo. Lá, participamos do final da sessão de filmes sobre empreendedorismo e da preparação para o Pitch Fight que ocorreria no dia seguinte.. Pitch é abreviação de speech. Essa “competição de discursos” envolvia a apresentação de ideias e projetos que competiam entre si para definir qual era o “melhor”. A preparação deve ter acabado depois das 3h. João e eu tínhamos até às 7h para estruturar o DSJ segundo o modelo de negócios ideal para a competição e treinar nossas apresentações. A intensidade da experiência pode ser entendida por algumas palavras que o João escreveu sobre o que sentia nesse momento: ” Poucas vezes na vida eu me sentira tão bem, tão realizado como naquele momento, naquela madrugada de aceitação de desafios”.

virada

5h: após ter ideias e insights às 4h, uma soneca de 30 min.

7h – 12h: houve algumas palestras antes do Pitch Fight. Enfim, chegada a hora, nos deparamos com 31 competidores muito competentes, alguns eram professores de faculdade, todos com projetos bem estruturados. 1ª fase: tínhamos 20 segundos para apresentar nosso projeto. Dali, ficaram 8 candidatos para as quartas de final. Nos classificamos! Das quartas, passamos para a semi-final! Enfim, os 3 outros competidores tinham o dobro da nossa idade. Acabamos falhando e não passamos para a final. Mas não nos abalamos! A experiência foi incrível e aprendemos muito! Recebemos críticas e aprendemos várias lições, o que nos permite melhorar o DSJ! Recebemos muitos parabéns e fizemos mais contatos. Acho que, depois desse final de semana, comecei a entender melhor o significado de networking (“rede de contatos”).

Pitch Fight

12h: olhei para o João e disse “A gente é louco!”. A satisfação que sentíamos depois daquela experiência era enorme. Nos despedimos e fomos para nossas casas após um final de semana incrível.

Para descrever a experiência de forma completa, seria necessário muito mais que um post de blog. Ela foi rica demais! Mas, enfim, durante a Virada, uma impressão me marcou especialmente e gostaria de registrá-la. Eram 1500 participantes do evento. Muitos deles lutavam para fazer coisas grandes; eram empreendedores no projeto de construir um mundo melhor. Fiquei otimista. Tenho certeza de que algo está acontecendo no Brasil. Desde São Paulo, passando por Alagoas, indo ao Rio Grande do Norte,  em todos os lugares, podemos encontrar esses empreendedores. Definitivamente, caminhamos para a mudança!

Respondendo as perguntas iniciais: 1. nós, os “moleques de 16 anos”, estávamos lá porque fazemos parte desse processo de mudança; 2. a disposição para ficar no evento por 22h veio da inspiração criada por pessoas que sonham grande.

Por fim, fica a provocação: e você, vai querer participar dessas mudanças ou vai ficar parado?

Até o próximo post!


Como mudar o mundo – parte 3
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gustavotorres

E agora, como prometido na parte 2, vou falar sobre como o Descobrindo o Sonho Jovem (DSJ) funcionou na prática e quais são os próximos passos.

Tivemos a ideia inicial em agosto de 2013. Nosso objetivo era que os jovens ficassem inspirados e desenvolvessem autoconhecimento para descobrirem um sonho. Mas como fizemos isso?

Primeiramente decidimos fazer encontros semanais com jovens das nossas antigas escolas. Depois, João e eu fomos procurar diversas fontes para criarmos nossas atividades, passamos algumas horas discutindo e, ao final, conseguimos o seguinte:

1. Para inspiração:

– Contamos histórias de gente inspiradora; muitas delas foram de gente das nossas comunidades, como a do Ferréz (morador do Capão Redondo e escritor  que retrata conflitos internos e externos de pessoas comuns) e do Gustavo Fuga (criador da 4you2, uma escola de inglês com preços acessíveis aos moradores da periferia e que traz professores de todo o mundo).

– Criamos o CBL (Compartilhando Bagulhos Legais), com a intenção de que todos os alunos levassem qualquer coisa legal que vissem. Desde shows e exposições de arte até aulas online, oportunidades de bolsas de estudo e histórias de pessoas que admiravam.

Precisávamos inspirar para criar aquela vontade de sonhar.

2. Autoconhecimento

– Buscamos diferentes fontes para dar base às nossas atividades para desenvolver autoconhecimento. Ao final, nos fundamentamos sobre o material: do Instituto Asas, do Jovem Profissional e da OPEE (Orientação Profissional, Empregabilidade e Empreendedorismo). Apesar de alguns nome sugerirem que trabalhássemos com orientação profissional, o foco não era esse. É que todo esse material tratava muito bem de autoconhecimento.

– Elaboramos atividades sobre passado, presente e futuro. Foram 8 ao todo. Nos dias dos workshops, os alunos preenchiam  essas atividades e apresentavam suas respostas, discutiam e faziam propostas. As perguntas envolviam reflexão, como “o que gostava de fazer quando era pequeno?”, “quais são meus pontos fortes?” e “o que tenho para oferecer à sociedade?”. As discussões eram muito importantes pela troca de ideias, experiências e melhor descoberta de si mesmo.

– Discutimos sobre os 6 tipos de personalidade propostas por John Holland, que são: Realista, Investigativo, Artístico, Social, Empreendedor e Convencional, todos com suas características específicas. A ideia não era separá-los em caixinhas, até porque uma pessoa pode se identificar com mais de um tipo ou até com todos. Nossa intenção era ajudar os jovens a enxergarem melhor certos comportamentos e características que pudessem orientá-los sobre como seu potencial pode ser melhor aplicado.

O autoconhecimento é essencial para saber quem somos e onde queremos chegar.

Basicamente, era isso!

A gente trabalhou nas duas escolas públicas de onde viemos antes de entrar no Ismart, às quartas-feiras na E.E. Domingos Mignoni (em Taboão da Serra) e aos sábados na E.E. Miguel Munhoz Filho (no Capão). Começamos em Setembro e fomos até o comecinho de Dezembro. No total, foram 11 workshops em cada escola. O projeto envolveu muita dedicação, muitas horas de discussão, momentos incríveis, risadas, fases não muito boas, mas todos os momentos foram de experiências inesquecíveis e de muito aprendizado! Tivemos a sorte de poder contar com jovens de bom coração, que nos receberam bem e souberam lidar com diversas situações; e claro, também contamos com o apoio de muita gente (professores e coordenadores das escolas e do Ismart; considerações especiais a Carlos Lordelo, da comunicação do Ismart, que dedicou seu tempo para participar de alguns de nossos workshops e que deu sugestões a partir das quais pudemos melhorar muito o projeto).

Mas 2013 foi apenas o ano da primeira edição do DSJ. Agora, em maio de 2014, continuamos vivendo experiências intensas! Desde o começo do ano, fizemos reuniões, conversamos com muita gente e passamos horas replanejando nosso conteúdo e nossas atividades. O projeto está longe do que seria perfeito, longe de concretizar o potencial que tem. Há muito o que melhorar, e estamos trabalhando para tornar real o nosso sonho, que é o de ver mais jovens sonhando grande e mudando suas realidades. Tudo isso virá em breve! Estamos em nosso caminho para mudar o mundo.

Então, o que fica para ao final dessas 3 partes?

– Tudo começou com uma reunião em um sábado comum (parte 1). Vale a pena arriscar!

–  Acredite em seu sonho, e sonhe grande, porque você tem potencial para fazer ele virar realidade!

– Conte com pessoas incríveis e que estão dispostas a te ajudar. Nada dessa história foi feito individualmente.

– Você pode mudar o mundo!

Espero que tenham gostado!

Até o próximo post!


Sobre a importância de tudo que dá errado
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gustavotorres

Algumas semanas atrás,  conversei com um pessoal que não passou no processo de aplicação para bolsas em um intercâmbio de férias nos EUA. Em “processo de aplicação”, é preciso entender que teve MUITO trabalho! Redações escritas e reescritas dezenas de vezes, vários formulários preenchidos, horas gastas para traduzir documentos, enfim, foi trabalhoso! Depois de tanto trabalho, qualquer um fica frustrado ao receber um “não”.

Daí, eles me lembraram de coisas importantes…

Geralmente, quando conhecemos pessoas de sucesso, só conhecemos suas vitórias e conquistas. Esquecemos de tudo que deu errado e da quantidade de quedas das quais elas tiveram que se levantar até triunfarem.

Num dia, ouvi Sandra Betti (moça com currículo admirável: mestre pela PUC, MBA em Harvard, orientadora em grandes projetos, … Enfim, é alguém em quem podemos confiar) dizer que sucesso depende em 20% do QI (Quociente de Inteligência) e em 80% do QE (Quociente Emocional). Esse Quociente Emocional envolve o modo como coordenamos emoções e comportamentos. Superar insucessos e aprender com eles tem grande importância para o desenvolvimento do nosso QE.

A chave para o sucesso pode ser superar os insucessos.

Vamos a um exemplo.

Felipe Neto! Conhecido por seus vídeos no Youtube, ele é exemplo de pessoa que superou fracassos. Ele criou seu primeiro negócio de telemensagens aos 14 anos e logo sofreu sua primeira falência. Essa foi só a primeira queda. A maior da sua vida foi em torno de 2008, quando: 1. o site em que trabalhava há anos e pelo qual era apaixonado foi invadido por hackers e tirado do ar; 2. perdeu seus clientes por conta da crise econômica; 3. teve de sair da faculdade que amava porque não podia mais pagar; 4. roubaram R$28 mil que ele guardava havia anos; 5. terminou um namoro que tinha 3 anos. Não foi pouco! Ele ficou mal durante um tempo, até que decidiu se recompor e começou a gravar vídeos para postar no Youtube. Os primeiros receberam poucos acessos e muitas críticas. Mas a insistência valeu a pena quando as gravações começaram a ter popularidade e despontaram em sucesso com milhões e milhões de visualizações. Hoje, com o canal Parafernalha e por meio de parcerias com grandes empresas, Felipe Neto tenta revolucionar a mídia brasileira. Como? Oferecendo oportunidades para que pessoas criem conteúdo audiovisual de qualidade. (Para saber mais sobre a história de Felipe Neto, ler Jovens Falcões, livro de onde todas essas informações foram retiradas).

Acho que a história ilustra bem a importância de usar tudo o que dá errado como motivador para superação. Quando Eduardo Lyra (autor de Jovens Falcões) perguntou para o Felipe Neto o que derrotas produziam nele, o vlogger respondeu: “Muito vigor e vontade de superar”. Esse é um diferencial, porque a maioria das pessoas se deixa abater.

Para Felipe Neto ter sucesso, precisou de muitas quedas.

Para concluir, deixo um pensamento. Acredito que temos potencial para conseguirmos o que quisermos. Quando não conseguimos, é porque não fomos capazes de concretizar esse potencial. E qual a solução óbvia? Trabalhar para corrigir isso! A solução é fazer o potencial virar realidade.

Espero que essas palavras sirvam de inspiração para a próxima vez que algo não der certo!

*Ah, sim, acho justo: 1. deixar o reconhecimento à garra da galera que aplicou para o intercâmbio; 2. dizer que ainda há chances de eles conseguirem ir; foi só um tipo de “1ª chamada”!

Até o próximo post!


Pseudo-pegadinhas de uma terça comum
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gustavotorres

Na terça-feira retrasada (21), recebi várias notícias boas. Como a ideia do blog é ser um diário de bordo, achei que seria legal compartilhá-las com algumas reflexões. Vamos a elas!

Cheguei da natação à noite, fui ao notebook para checar facebook e e-mails. Vi o seguinte:

1º: a fanpage do Ismart divulgou o meu blog, várias pessoas curtiram e comentaram, então deu uma boa divulgação. Ainda não temos tantos acessos, mas melhoraremos de pouco em pouco (: Fiquei bem feliz com esse apoio.

2º: recebi uma notícia que esperava havia pouco mais de uma semana. A nossa conhecida personagem, Carol (ler Conexão Capão – EUA e Como mudar o mundo – parte 1), recomendou que o João (meu amigo-sócio) e eu fôssemos à Virada Empreendedora. O evento envolvia palestras de empreendedores que tinham ideias e criavam negócios, gente com muita experiência e com quem poderíamos aprender muito. A Virada também oferecia atividades e desafios, além de um ambiente incrível para fazer contatos. Com tudo isso, ficamos super empolgados para participar! Entretanto, a inscrição custava R$100 e não podíamos pagar. Mas enviei e-mails para vários organizadores do evento, até que, naquela terça-feira, recebemos a resposta de que conseguimos 2 ingressos. Mal me aguentava de alegria! Deixo sinceros agradecimentos à equipe do Natheia e a Ana Fontes. (Mais sobre o evento em post futuro.)

Virada Empreendedora

3º: recebi a resposta do Personal Prep Scholars. Precisamos de algumas explicações aqui. Um dos meus sonhos é fazer graduação nos Estados Unidos. Entretanto, o processo de aplicação para as faculdades norte-americanas (colleges) apresenta algumas dificuldades porque diferencia-se muito do que temos no Brasil e exige altos gastos (algo em torno de R$3500). Por causa dessas dificuldades, existem programas que oferecem ajuda de orientação e de custos para aplicar para os colleges. Dentre esses programas, está o Prep, da Fundação Estudar (uma instituição incrível!). Depois de dias de dedicação ao processo seletivo do programa e meses de espera pela resposta, recebi o email de aprovação. A espera foi especialmente intensa depois que fiz a entrevista em inglês pelo telefone, na qual achei ir muito mal. Foram altas emoções e, ao final, ser aprovado me deixou bem contente.

Antes disso, também tinha recebido a aprovação no Oportunidades Acadêmicas, oferecido pelo Education USA, que tem ajudado diversos alunos a entrarem nas melhores universidades dos EUA. Estou conhecendo pessoas incríveis em ambos os programas!

Se estiver interessado em saber mais sobre o processo de aplicação para as universidades americanas, deixo duas recomendações: o site do Estudar Fora e a preparação online oferecida pelo Prep Course. É tudo de muita qualidade!

 

Minha reação depois de receber essas notícias foi de incredulidade. Pensei que fosse pegadinha… Enfim, não era!

Mas, depois de tudo, quais as lições que ficam?

1. A ajuda de outras pessoas é indispensável para divulgar um blog!

2. Precisamos arriscar! Às vezes, isso envolve ser cara de pau. O pior que pode acontecer é recebermos um “não”.

3. Sempre tem alguém que apoiará seus sonhos! Precisamos buscar esse apoio!

Foi o que aprendi numa simples terça-feira…

 

Até o próximo post!


Como mudar o mundo – parte 2
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gustavotorres

Para ler a parte 1, é só clicar aqui (:

Quando voltei do intercâmbio de férias em fins de julho, o pessoal do Tirando Sonhos do Papel fazia justiça ao nome do workshop: elaboravam propostas, criavam projetos, escreviam planos de ação, enfim, tiravam sonhos do papel.

Meu colega (João) e eu começamos a discutir algumas ideias… E chegamos ao seguinte:

1) Percebemos que alguns jovens tinham realizações incríveis; mudavam suas vidas e a realidade ao seu redor. Histórias diversas (nossas e de muitos outros) nos convenciam de que o jovem tem um potencial ENORME (quem leu Jovens Falcões sabe do que estou falando).

O livro Jovens Falcões, do Eduardo Lyra, fala sobre histórias de brasileiros que “do nada chegaram a tudo”; eles são prova do potencial de que falamos.

2) Eram poucos os jovens que concretizavam esse potencial. A maioria ficava na mesmice, sem fazer a diferença.

3) Concluímos que a concretização do potencial depende de inspiração e de autoconhecimento. A inspiração motiva a sonhar, a tentar e a fazer, porque ela mostra que é possível. O autoconhecimento, por sua vez, permite descobrir um sonho. Quando o jovem entende que tem potencial e sabe em que pretende usar esse potencial… As coisas acontecem!

4) Criaríamos a oportunidade para que todo jovem pudesse sonhar.

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Descobrindo o Sonho Jovem

Foi assim que surgiu o Descobrindo o Sonho Jovem (DSJ). Ainda é uma semente, mas essa ideia nasceu para ser grande!

Me lembrei de uma frase que vi ontem: “Talento é universal, oportunidade não” (Hilary Clinton). Por que não tornar a oportunidade unviversal também? É um sonho, mas sonhos devem ser realizados.

Na parte 3, veremos como o projeto funcionou na prática e quais serão os próximos passos. Isso ainda vai mudar o mundo!

Até o próximo post!


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